Os filhos da anarquia – primeira parte

“From his brimstone bed at break of day / a walking the Devil is gone, / to visit his snug little farm the earth, / and see how his stock goes on.” (Samuel Coleridge, The Devil´s thoughts, 1835).

“Riding through this world all alone / God takes your soul you´re on your own / the crow flies straight, a perfect line / on the Devil´s bed until you die” (This life, Curtis Stigers, música de abertura de Sons of Anarchy)

O seriado Sons of Anarchy conta a história de um clube de motociclistas envolvido em atividades ilegais (venda de armas), localizado em Charming, fictícia cidade da Califórnia. O protagonista é Jackson “Jax” Teller, filho do falecido John Teller, um dos fundadores do clube, atualmente presidido por Clay Morrow – Clay casou-se com a mãe de Jax, Gemma Teller. Logo no primeiro episódio, Jax encontra no depósito do clube um manuscrito, “The life and death of SAMCRO: How the Sons of Anarchy lost their way” (“A vida e morte de SAMCRO – como os Sons of Anarchy perderam o rumo”), escrito pelo pai logo após a morte de Thomas Teller, irmão mais novo de Jax. O manuscrito servirá para Jax como uma espécie de “máquina do mundo” drummondiana, o profundo mergulho na existência que exigirá posicionamento moral em relação à sabedoria ali tornada evidente.

Não sei se o leitor percebeu, mas não mencionei os nomes dos personagens à toa: qualquer semelhança não é mera coincidência. Recapitulemos: Jax Teller é filho de Jonh Teller. John foi assassinado por Clay Morrow, que assumiu a presidência do clube e se casou com a mãe de Jax, Gemma Teller. De onde conhecemos isso?

Era uma vez um reino na Dinamarca. Hamlet (Jax) é visitado pelo fantasma de seu pai (manuscrito “The life and death of SAMCRO”), a exigir vingança por sua morte, tramada pelo próprio irmão Claudio (Clay) o qual, além de assumir o posto de rei, se casa com a viúva, Gertrudes (Gemma).

  1. Hamlet sobre duas rodas

 O canto X de “Os Lusíadas” narra o prêmio que Tethys entrega ao Vasco da Gama, no ponto mais alto da ilha dos Amores: um encontro com a “Máquina do Mundo”, que desvelará tudo aquilo que “não pode a vã ciência dos errados e míseros mortais”. Estamos na época renascentista, portanto antropocêntrica: a sabedoria suprema é merecimento humano, pelas conquistas presentes, e prenúncio das futuras glórias a serem alcançadas. O encontro com a “máquina do mundo” representa o triunfo do Homem.

“Uniforme, perfeito, em si sustido,

qual, enfim, o Arquétipo que o criou.

Vendo o Gama este globo, comovido

de espanto e de desejo ali ficou.

Diz-lhe a Deusa: “O transunto, reduzido

em pequeno volume, aqui te dou

do Mundo aos olhos teus, para que vejas

por onde vás e irás e o que desejas.

Vês aqui a grande Máquina do Mundo,

etérea e elemental, que fabricada

assim foi do Saber, alto e profundo,

que é sem princípio e meta limitada.

Quem cerca em derredor este rotundo

globo e sua superfície tão limada,

é Deus: mas o que é Deus ninguém o entende,

que a tanto o engenho humano não se estende.”

O poema “A máquina do mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, desvela uma realidade oposta. Em vez de merecimento, o encontro com a máquina é puramente acidental; em vez de um Vasco da Gama, quem topa com ela é um cético, um homem já cansado de esperar por respostas. O cenário não é o cume de uma ilha, a representar a ascensão do espírito humano: em Drummond a máquina se apresenta numa estrada qualquer, sombria e pedregosa, de Minas Gerias, no final de uma tarde marcada por “um sino rouco”, tomada por aves negras pairando em céu de chumbo, diluídas na “escuridão maior, vinda dos montes / e de meu próprio ser desenganado”:

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

 

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.”

O homem drummondiano, com suas “pupilas gastas na inspeção contínua e dolorosa do deserto”, é incapaz de enxergar perspectivas para si – depois de tanto perscrutar,  não obteve nenhuma resposta às suas indagações, a respeito do sentido do mundo:

“Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

Engolfado em um presente enigmático, de geometria confusa, o homem drummondiano (assim como o arquiteto vivido por Sean Penn, no filme “A árvore da vida”, de Terence Malick) em vão repete “os mesmos sem roteiros tristes périplos”, e por isso se ressente de sua precária condição, desvinculada de quaisquer elos transcendentais. Não é capaz de perceber a unidade por trás de tudo o que o cerca e, portanto, renuncia à sabedoria oferecida pela “máquina do mundo”. Sua “fé abrandada” o torna surdo para o chamado de Deus – já não é mais possível o diálogo entre Criador e criatura:

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco o simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
“O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

 se revelou ante a pesquisa ardente

em que te consumiste… vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”

 

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que tantos
monumentos erguidos à verdade;

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.”

Comparemos a metafísica drummondiana com a de Shakespeare. Hamlet é, talvez, sua peça mais enigmática; tem diversos detratores ilustres. O mais famoso deles talvez seja T.S. Eliot; o mais equivocado, Freud. Entre os críticos brasileiros, há percepções enganosas acerca do que se passa na alma do príncipe dinamarquês. Para Daniel Piza,

“Com provas tão fracas como o fantasma do pai que lhe aparece, Hamlet parte para se vingar do tio e, sobretudo, da mãe, contando com a falta de tato de sua amada Ofélia. E, ao contrário do que ocorre nas peças gregas, não há equilíbrio a restabelecer no final: apenas a imperfeição de qualquer verdade proferida pelo homem.”

Ora, justamente por não ser um cético é que Hamlet acredita na aparição do fantasma. Para Chesterton, se Hamlet fosse um cético – ao duvidar de tudo, duvidaria, obviamente, da aparição fantasmagórica – não haveria a tragédia de Hamlet: “poderia ter chamado aquela eloquente pessoa de uma alucinação, ou de qualquer outra coisa que nada quer dizer, casado com Ofélia, e seguir comendo pão com manteiga.”  

Há um equilíbrio, ao contrário do que pensava Piza, a ser restabelecido: se Hamlet hesita em vingar o pai, dadas algumas oportunidades que tivera de fazê-lo, essa inação se deve a uma crise espiritual difícil de ser resolvida: a consciência do medo do que vem depois da morte. Percebemos isso na passagem mais citada e mais conhecida da obra – e uma das menos compreendidas:

“Ser ou não ser – eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra o mar de angústias –

E combatendo-o, dar-lhe fim? (…)

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.”

Otavio Frias Filho atribui a inércia de Hamlet e seu temperamento melancólico a repressões psíquicas, e conclui que o tema fundamental, conquanto subjacente, da peça é a domesticação dos impulsos pela sociedade. O que dizer a esse respeito? O mesmo que o ensaísta britânico Theodore Dalrymple: nenhuma interpretação a respeito de uma obra do calibre de Hamlet pode ser definitiva, o que não quer dizer que qualquer interpretação seja possível. O parágrafo de Frias Filho serve mais como um elogio extemporâneo à Freud e à sua pseudociência (a psicanálise, uma “teoria de má-fé”, segundo Frank Cioffi) do que uma análise pertinente de Shakespeare:

“O enigma que há séculos vem ocupando críticos, filósofos, escritores, atores e amantes do teatro é saber por que, tendo tão fortes razões para agir, ele hesita. (…) Em resumo, Freud diz que a inação de Hamlet é determinada pelo fato de que o herói hesita em matar um homem, Claudio, por ter praticado exatamente o que ele, Hamlet, sempre desejou fazer, ou seja, assassinar seu pai e casar-se com sua mãe. (…) Eterno estraga-prazeres, Freud removeu a crosta “filosófica” acumulada sobre o mito de Hamlet, dissipando ao mesmo tempo sua misteriosa e elevada magia, para reduzi-lo a simples caso clínico. (…) O tema da tragédia passa a ser o das contradições entre os impulsos do psiquismo primário e sua repressão, exigida pela vida em sociedade.”

Talvez nem o próprio Hamlet saiba as razões pelas quais  hesita em levar a cabo sua vingança; não há nenhum impedimento exterior, somente interior. Titubeia e não compreende totalmente os motivos. Entretanto, essa incompreensão que Hamlet tem sobre si também espelha a  nossa: compreendemos parcialmente a nós mesmos e aos outros; e, no entanto, é o que nos mantém escrupulosos; nos previne de nos comportarmos com autoridade arrogante e onisciente pois, se conhecêssemos e desvendássemos com extrema facilidade todos aqueles que se relacionam conosco, e acertadamente entendêssemos suas ações, seus princípios, suas motivações, passaríamos a tratá-los como objetos, como  “flautas” – uma daquelas que Guildenstern é incapaz de tocar, conforme vemos  na segunda cena do Terceiro ato (cena em que, a pedido do rei Claudio, Rosencrantz e Guildenstern tentam sondar as razões pelas quais Hamlet tem se comportado estranhamente):

“Hamlet: Não quer tocar esta flauta?

Guildenstern: Não o saberia, senhor.

Hamlet: Mas eu suplico.

Guildenstern: Não sei nem onde pôr os dedos, meu senhor.

Hamlet: É tão fácil quanto mentir. Governa-se estes buracos com estes dedos e o polegar, dá-se ar com a boca, e ela nos discursa uma música eloquente. Veja só: aqui estão os registros.

Guildenstern: Mas eu não consigo comandar daí qualquer declaração harmoniosa; me falta a perícia.

Hamlet: Pois veja só que coisa mais insignificante você me considera! Em mim você quer tocar; pretende conhecer demais os meus registros; pensa poder dedilhar o coração do meu mistério. Se acha capaz de me fazer, da nota mais baixa ao topo da escala. Há muita música, uma voz excelente, neste pequeno instrumento, e você é incapaz de fazê-lo falar. Pelo sangue de Cristo!, acha que eu sou mais fácil de tocar do que uma flauta?”

Também na segunda cena do Terceiro ato, Hamlet diz:

“Moderação em tudo; pois mesmo na torrente, tempestade, eu diria até no torvelinho da paixão, é preciso conceber e exprimir sobriedade – o que engrandece a ação. (…)

Felizes esses nos quais paixão e razão vivem em tal harmonia

Que não se transformam em flauta onde o dedo da sorte

Toca a nota que escolhe.

Me mostra o homem que não é escravo da paixão

E eu o conservarei no mais fundo do peito,”

E mais adiante, na quarta cena do Quarto ato:

“Todos os acontecimentos parecem me acusar,

Me impelindo à vingança que retardo!

O que é um homem cujo principal uso e melhor aproveitamento

Do seu tempo é comer e dormir? Apenas um animal.

É evidente que esse que nos criou com tanto entendimento,

Capazes de olhar o passado e conceber o futuro, não nos deu

Essa capacidade e essa razão divina

Para mofar em nós, sem uso.”

A crise espiritual de Hamlet se dá de modo distinto do homem drummondiano, pois sua cosmovisão muda a partir de suas decepções com as atitudes da mãe e do tio.

“Isto é um jardim abandonado,

Cheio de ervas daninhas,

Invadido só pelo veneno e o espinho –

Um quintal de aberrações da natureza.

Que tenhamos chegado a isto…”

E tais decepções não o tornam melancólico, um casmurro cujas atitudes são esterilizadas pelo pessimismo; pelo contrário, Hamlet percebe uma verdade além de si mesmo, além do homem, além do tempo. Nas palavras de Chesterton, “muitos bons otimistas louvaram o homem quando sentiram que o homem era louvável. Só Hamlet louvou o homem quando sentia vontade de chutá-lo como a um macaco.”

“Tudo pesa de tal forma em meu espírito, que a Terra, essa estrutura admirável, me parece um promontório estéril; esse maravilhoso dossel que nos envolve, o ar, olhem só, o esplêndido firmamento sobre nós, majestoso teto incrustado com chispas de fogo dourado, ah, pra mim é apenas uma aglomeração de vapores fétidos, pestilentos. Que obra-prima é o homem! Como é nobre em sua razão! Que capacidade infinita! Como é preciso e bem-feito em forma e movimento! Um anjo na ação! Um deus no entendimento, paradigma dos animais, maravilha do mundo. Contudo, pra mim, é apenas a quintessência do pó.”

A postura metafísica de Hamlet não é  a do cético. Ao perceber a transitoriedade e a fragilidade da criação, o príncipe enxerga a Providência como unidade por trás de tudo (“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia”), e sua integridade, sua plenitude como homem sábio se configura no exato instante em que aceita morrer por um motivo maior: sua missão já não é vingar a morte de seu pai, mas expurgar todo o reino (“Há algo de podre no Estado da Dinamarca” // “Nosso tempo está desnorteado. Maldita a sina que me fez nascer um dia pra consertá-lo!”).

“Hamlet: Amigo, em meu coração havia uma espécie de luta que me impedia de dormir. Me sentia pior do que os amotinados presos nos porões. Fui impulsivo, mas louvada seja a impulsividade, pois a imprudência às vezes nos ajuda onde fracassam as nossas tramas muito planejadas. Isso nos deveria ensinar que há uma divindade dando a forma final aos nossos mais toscos projetos…”

“Existe uma previdência especial até na queda de um pássaro. Se é agora, não vai ser depois; se não for depois, será agora; se não for agora, será a qualquer hora. Estar preparado é tudo. Se ninguém é dono de nada do que deixa, que importa a hora de deixá-lo? Seja lá o que for.”

Jax Teller, como Hamlet, quer aprumar as motocicletas dos Sons of Anarchy, para que sigam num caminho correto. Como veremos na segunda parte deste texto, a ser publicada em breve, seu caminho para a redenção, além de pedregoso, será marcado por muitas quedas: a treva espessa ainda se infiltra entre os raios de sol, como diz o poema de Drummond e a letra desta triste canção de Noah Gundersen, presente no seriado.

But it’s too late to go back, I can see the darkness through the cracks
Daylight fading, I curse the breaking, the day is gone, the day is gone

Run away, I’ll just run away like a child, from all of them to you
And now I see, my most constant mistake is I don’t know what I love ‘till it’s gone

Bibliografia recomendada:

Hamlet, de Shakespeare, traduzido por Millôr Fernandes, 2014, editora L&PM.

Seleção natural, Otavio Frias Filho, 2009, Publifolha.

A máquina do mundo: o olhar de anjo torto sobre os barões assinalados, Tatiana Alves Soares (http://www.filologia.org.br/vicnlf/anais/caderno04-03.html).

The inexhaustible Hamlet, Theodore Dalrymple (http://www.city-journal.org/2014/24_3_hamlet.html).

The orthodoxy of Hamlet, G. K. Chesterton (http://www.chesterton.org/orthodoxy-of-hamlet/).

Antologia poética, Carlos Drummond de Andrade, 1993, editora Record.

Livros preferidos, Daniel Piza (http://blogs.estadao.com.br/daniel-piza/livros-preferidos/)

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