A 3ª temporada da série da HBO, True Detective (2019), funciona como uma narrativa memorialista: é uma tentativa de enquadrar a memória para contar uma história pessoal satisfatória. Além de evocar o passado, o ato de narrar permite reconstruí-lo- à luz do presente.

Mas, e se nossa identidade é fraturada por uma doença degenerativa, que lentamente desfaz todas as memórias e embaralha significados, lembranças e percepções?

Nesta temporada, não só assistimos a essa batalha, mas somos conduzidos nessa jornada solitária pela selva da memória – cujo resgate, diante da doença, só pode ser impulsionado por laços familiares que perduram.

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